Boa sim, boba não

Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos (Provérbios 31: 20).

Alguma vez você teve a sensação de que estavam abusando de sua generosidade? Ou de que novamente estava ajudando alguém que não faz esforço nenhum para mudar? Esse sentimento de inquietação é comum quando não entendemos a diferença entre ajudar quem precisa e financiar a boa vida dos “prevalecidos” de plantão. Há uma linha muito estreita entre ser boa e ser boba. A luz da Bíblia, devemos amar a todos. Mas a orientação que o livro de Provérbios nos traz é que devemos ajudar ao aflito e  ao necessitado. Ou seja, é definido um perfil que devemos observar.

Infelizmente, por vezes, somos movidas pela generosidade e acabamos investindo recursos em pessoas erradas. A ordem é ajudar ao aflito e ao  necessitado e não ao desorganizado!!! Há pessoas em “apertos” porque não sabem lidar com suas próprias contas. É preciso estar atenta. Ore e peça sabedoria do alto. Não saia por aí emprestando seu nome ou cartão de crédito. Há outras formas de ajudar. Ser generosa não é servir de banco para os outros. É ajudar de modo bíblico e eficaz.

Talvez você pense: “Mas como é difícil negar ajuda!!!” De fato sim, principalmente, se para o pedinte é comum recorrer a você no momento da necessidade. Mas um princípio precisa ser entendido: amar é estender a mão. Ou seja, é guiar a pessoa durante a adversidade. E, isso não quer dizer que seja por meio de dinheiro. Há outras formas de ajudar a pessoa, por exemplo, orientando de forma preventiva, encaminhando-a  para cursos de educação financeira e principalmente orando por ela. A Bíblia orienta a dar comida ao faminto. Mas se todo mês é preciso fazer isso, algo está errado. Talvez seja melhor  mudar a forma de ajudar, pois sua generosidade não tem sido eficaz. Ofereça uma troca de serviço. Encaminhe ela para alguma atividade remunerada (acredite, tem pessoas desempregadas que escolhem onde trabalhar). Mostrar que você está disposta a quebrar o ciclo de dependência sempre funciona. Porque se a pessoa está de má fé, não vai aceitar sua orientação e nenhum tipo de ajuda que não seja em papel (dinheiro).

Entenda que, às vezes, o que a pessoa está de fato precisando é orientação. Um conselho faz toda diferença para quebrar o ciclo da crise financeira. Dar ou emprestar dinheiro, em alguns casos,  segura a pessoa ainda mais no meio da tempestade, afinal, a cada exagero que a ela comete você pode estar dando apenas uma boia para mantê-la viva. Quando na verdade, o que ela precisa é de uma mão que a tire do mar revolto. Não ceda a pressão, não tente ser  boa quando a situação está mostrando que você está fazendo papel de boba novamente.

 


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